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Como implantar a Ginástica Laboral nas Empresas?

Olá queridos leitores

 

Depois de um bom tempo sem postar, novamente nos encontramos por aqui. Queiram me desculpar pela ausência recente… os dias parecem que tem cada vez menos horas, rs.

Antes de entrarmos no tópico de hoje, gostaria de agradecer os mais de 5.200 acessos em menos de 3 meses, e pela crescente procura pelos temas aqui abordados. Já são mais de 100 acessos diários, com picos de 140 visitantes.

Parece pouco em comparação com alguns sites da rede, mas por tratarmos de assuntos específicos, me deixa muito feliz a procura pelo site, e espero que algumas pessoas possam estar encontrando soluções (ou quase soluções, rs) para alguns dos problemas do dia-a-dia.

Voltando ao que interessa…

Hoje falaremos de algo que já comentamos aqui no blog, com uma visão. São muitas as dúvidas em torno do tema Ginástica Laboral; muitos visitantes que chegam até nosso site pelo Google ou outros sites de busca, utilizam algum termo relacionado à GL. A idéia deste post é elucidar, com algumas dicas, como podemos achar uma brecha dentro das empresas para “encaixarmos” nossas vendas em ergonomia, ginástica laboral ou programas de qualidade de vida no trabalho.

Vejamos alguns tópicos:

  • Como chegar?

O primeiro e talvez um dos passos mais importantes de qualquer venda, é conhecer seu cliente. Assim como em estratégias de guerra temos que conhecer nosso adversário para antecipar suas ações e surpreendê-lo, a negociação de uma prestação de serviço segue os mesmos princípios.

O que tenho visto é que a maioria dos profissionais elabora um portifólio de serviços (se é que podemos chamar de portifólio algumas catástrofes que encontramos) e envia, quase que como um spam, para dezenas ou até centenas de empresas, entitulando como “Projeto de Ginástica Laboral”.

Convenhamos que a chance de algum gestor lhe chamar mediante a leitura de um e-mail com este teor nos dias atuais é ínfima.

Primeiro que projeto é uma coisa e portifólio de serviços é outra. Um portifólio tem como objetivo apresentar à empresa os serviços por você prestados; quase como uma carta de apresentação, ou um curriculum. Um projeto segue passos bem mais elaborados, que pretendemos abordar em um tópico dentro deste blog; e mais a frente discutiremos um pouco a respeito.

Mas voltando ao passo “Como chegar?”, procure conhecer sua empresa alvo antes de oferecer qualquer serviço. Hoje com a internet é possível acessar o site de qualquer empresa de médio e grande porte. Geralmente lá você encontra os princípios da empresa, sua missão, seus valores, dentre outras informações. É comum observarmos em valores por exemplo algumas coisas do tipo: “… valorização do capital humano; … nossa equipe de trabalho é nossa força…”; e por ai vai.

Procure saber também se a empresa possui programas de gestão implementados (ISO 9001; 14001; OHSAS 18001, etc); isso facilita a entrada na empresa, pois a mesma já aponta para os sistemas de gestão, e como tal necessita de treinamentos, qualificação, ÍNDICES de satisfação, erros, etc.

Não adianta também escolher um e-mail a “Deus dará” na relação de contatos da empresa e enviar sua proposta de trabalho. Geralmente é atirar dentro d’água.

Gosto de proceder da seguinte maneira: ligo para a empresa “alvo” e entro em contato com algum setor que nada tem a ver com aquele que pretendo contactar; geralmente entro em contato com setor de compras, de RH (sem falar diretamente com o alvo).

Desta forma podemos, como quem não quer nada, colher informações sobre como funciona a política de saúde e segurança da empresa, quem tem maior poder de decisão sobre as ações no setor (gerente de RH ou responsável por SST), como costumam ser as visitas, etc.

Anote com cuidado as informações repassadas pelas pessoas com quem conversar e não corra o risco de errar o nome da pessoa mais importante para você dentro da empresa quando estiver dialogando com a mesma. Aconselho ter em mãos um cadernos com todas as anotações previamente coletadas para podermos passar ao ponto seguinte.

  •  Como “tentar” vender?

Digo como “tentar vender” porquê ainda não conseguimos a entrevista tão esperada para apresentar nosso trabalho; mas a partir do momento que você decide vender sua proposta, tenha em mente que conseguirá. Se partir para a venda com pensamento de que não conseguirá, com certeza falhará.

Mas aqui, basicamente temos dois mecanismos para chegarmos até a empresa.

O método do Q.I. –> com certeza o melhor e com maior chance de sucesso. Não se trata do QI que conhecemos, aquele que geralmente algum parente do alto escalão, obriga o setor a admitir quem ele indica, mas o mecanismo pelo qual conhecemos alguém dentro da empresa, que conhece o setor, as pessoas responsáveis e entra em contato para lhe marcar uma visita.

Funciona, desde que a pessoa não se precipite em “elogios” ou pareça pura e simplesmente puxa-saquismo; se passar essa impressão esqueça, jamais conseguirá algo na empresa; como essa maneira é a minoria passemos à próxima abordagem;

O método do convencimento –> como dito, você terá que treinar suas habilidades de vendedor e oferecer seu trabalho sem ao menos conhecer a pessoa com quem dialoga. Não se preocupe, os gestores das empresas estão acostumados a receber propostas diariamente, e não se assustarão em lhe receber ao fone.

A primeira coisa é não basta tentar vender, você tem que oferecer oportunidades de melhoria para o gestor, mostrar o porque seu trabalho é melhor do que os outros. Você deve transpirar confiança e conhecimento desde a primeira palavra.

Não espere vender ao telefone, isso só funciona com a Telefônica (pensem no quanto é chato receber essas ligações). Seja rápido, direto e consiga marcar uma visita para mostrar seu trabalho. Ninguém (pelo menos que eu conheça) quer comprar seu serviço sem ao menos ver sua cara.

Procure demonstrar que você conhece a empresa (você fez uma pesquisa prévia), sem cair no puxa-saquismo, e que você ou sua empresa podem perfeitamente se encaixar dentro dessa política, e podem trazer resultados positivos para a mesma (esqueça a história do bem-estar e satisfação do funcionário, blá blá blá…). O gestor quer resultado; se o mesmo vier com a satisfação das pessoas melhor.

Caso não consiga marcar a entrevista, seja pela indisponibilidade da pessoa que dialoga com você, seja pela distância da empresa, provavelmente você será convidado a enviar um e-mail com as especificações de sua proposta.

Não menos importante, o e-mail hoje é a forma mais comum de comunicação do mundo moderno. O que as pessoas esquecem, é que estão tratando de maneira formal, e enviam os e-mails com os famosos “vc… mto obrigado… tbem… etc”. Talvez seja muito bom pro MSN, pro seu colega de universidade, mas pro gestor que VC não conhece; tenha paciência. Escreva de maneira sucinta, correta e formal (mas não muito). Apenas com um Bom dia Fulano, seu texto, e termine com algo do tipo “Atenciosamente, Fulano”…

Ao falar no telefone com essa pessoa à quem encaminhará o e-mail, marque um dia para ligar e saber de uma posição. Não dê a possibilidade de escolha; sutilmente determine uma data não muito próxima, nem muito distante para entrar e contato. Algo do tipo: “daqui 20 dias ligo pra saber uma posição e se necessário tirar alguma dúvida quanto à proposta”. Se deixar em aberto correrá o risco de não obter resposta alguma, e melhor uyma negativa do que nada, pode ter certeza.

Se tudo correr bem, você conseguirá marcar a entrevista e levará seu trabalho para ser avaliado, e então passamos a próxima etapa.

  • O convencimento

Todo gestor (ou quase) espera que você chegue até ele com a solução pronta para os problemas da sua empresa. O que vou dizer aqui pode decepcionar alguns ou até gerar polêmica, mas NÃO é ainda neste dia que você venderá seu produto.

Procure identificar porquê ele te recebeu, qual a demanda da empresa. Se ele te recebeu só por insistência sua, você perceberá de cara… ela não dará muita atenção a sua exposição e não questionará em nada seu trabalho.

Quando vier perguntas sobre o trabalho ou sobre “esse tal de nexo técnico… essa tal de NR 17…”, enfim, a coisa começa a ficar boa para o seu lado. Pode ser alguma pista de uma possível demanda da empresa.

Como diria Juvenal Antena, “epa, epa, epa… muita calma nessa hora”; não vá colocar os pés pelas mãos neste ponto e jogar seu preço ainda sem saber as condições de trabalho, ou a quantidade de horas necessárias ao seu projeto.

Mantenha a calma, jogue alguns exemplos de problemas de empresas do ramo e possíveis soluções (pelo amor, não vá dar a solução pro cara hein) e deixe ele instigado. Isso deve obrigatoriamente ter feito parte da sua pesquisa de mercado prévia.

O ideal aqui é tentar conhecer a empresa por dentro. Até então você só conhece por fora, por informações indiretas. Se conseguir a visita interna, você estará a um passo do tão sonhado contrato.

O melhor que poderá acontecer, o desejável, o máximo, seria você ter a companhia do Técnico de Segurança do Trabalho durante a visita. Os TST conhecem a fundo a realidade da empresa e sabem exatamente os problemas técnicos de cada área. Procure retirar o máximo de informações com esses profissionais e jogue limpo. Ninguém gosta de ser engando!

Feito isso, identifique a demanda (aqui estamos tratando da Ginástica laboral, ou não… rs) e saia da empresa já com a idéia na cabeça, de quantas pessoas precisará para dar conta do trabalho, quantas horas serão empregadas, setores de aplicação, etc.

Estipule um prazo para entrega da proposta (aqui sim chegamos na proposta) e cumpra esse prazo; se falhar não precisa nem procurar saber a resposta. Novamente, marque um dia pra saber a resposta de sua proposta.

Agora é só torcer para que sua proposta entre na pauta de investimentos da empresa, confiar no seu trabalho e fazer algumas promessas (que não custa nada, rs). Se tudo correr bem você será contratado e ai podemos passar para a última etapa deste tópico interminável… rs

  • O projeto em si 

Veja bem, você será cobrado por aquilo que prometeu e será pago por aquilo que negociou. Não adianta chorar o leite derramado se cobrou pouco e agora não dá conta do serviço prestado.

Você já enviou uma proposta de trabalho e seu projeto AUTOMATICAMENTE deve atender TODOS os pontos que foram prometidos. Você já tem na proposta o pré-projeto, basta acrescentar agora prazos reais para relatórios de controle, pessoas responsáveis em cada setor pelo acompanhamento, etc. Definir realmente seu plano de ação (um bom plano de ação deve se basear em sistemas de gestão; uma boa técnica é o 5W2H).

Trace objetivos para cada setor da empresa, informe a todos sobre essas metas e crie mecanismos para alcançá-las; é muito importante o envolvimento de todos para o sucesso.

Para finalizar por hoje, cumpra sempre seus prazos e avalie realmente seus resultados; seja crítico com eles. Um bom programa não é aquele que sempre tem saldo positivo, mas sim aquele que realmente retrata a situação da empresa naquele momento.

Se os funcionários avaliarem como ruim seu método de trabalho, relate, aponte as melhores soluções e os mecanismos para adequar seu programa. Sendo imparcial, você ganha em credibilidade junto aos funcionários e aos gestores.

Não menos importante e já comentado, é o envolvimento de todos. Não só na análise, mas também na adequação das situações (sequencias de exercicios, dinâmicas, etc), na análise dos resultados e tudo mais que for necessário.

 

Por hoje ficamos por aqui pessoal, acho que já me estendi demais. Espero que principalmente aqueles que estão “batendo cabeça” por ai consigam elucidar um pouco sua visão sobre o processo de negociação e imaplementação de qualquer programa de qualidade de vida.

Boa sorte à todos e até a próxima

(antes que me perguntem, não enviamos materiais pelo site. Todas as dúvidas são respondidas com maior prazer… só não me peçam pra enviar trabalhos, projetos e outros, Ok).

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Sobre Thiago Pegatin

Thiago de Oliveira Pegatin --> Mestrando em Engenharia de Produção; Especialista em Gestão Industrial; Especialista em Fisioterapia do Trabalho; Fisioterapeuta e Ergonomista; Diretor da Top Ergonomia;

Discussão

57 comentários sobre “Como implantar a Ginástica Laboral nas Empresas?

  1. Boa Tarde,
    Em uma pesquisa encontrei esse site,
    sou professora de Ed. Física.
    Estou estruturando a ATITUDE Ginástica na Empresa, ainda não visitei nenhuma empresa e estava realmente “batendo a cabeça” para saber como abordar uma empresa.

    Thiago, quero te parabenizar por essa ajuda que vc dá à todos os profissionais da nossa área. Seu site é muito rico. Parabéns.

    Há, só fiquei com uma dúvida, o que você quiz dizer com: “um bom plano de ação deve se basear em sistemas de gestão; uma boa técnica é o 5W2H” O que é 5w2H?

    Desde já,
    Obrigada!
    Isis

    Publicado por Isis | 11 de junho de 2008, 18:08
  2. Obrigado Isis, seja sempre bem-vinda ao nosso site.

    Quanto ao 5W2H, é uma técnica de gestão empresarial muito utilizada, principalmente na área de projetos.

    Nada mais é do que a abreviação de 5+2 siglas para determinar quem faz cada etapa do projeto:

    Os 5 “W” são:

    –> What = O quê –> de que se trata;
    –> When = Onde será executado;
    –> Who = Quem será o responsável;
    –> Where = Quando será feito;
    –> Why = Por que fazer;

    Os 2 “H”:

    –> How = Como será executado;
    –> How Much = Quanto custará

    Parece simples (e é na verdade), porém quando tudo que é executado ou projetado é jgado em uma tabela com esses dados, temos uma ferramenta poderosa de análise e intervenção dentro da empresa.

    Tudo fica documentado e torna-se possível acompanhar cada fase do projeto.

    Espero ter esclarecido.

    Abraços e sucesso

    Publicado por Thiago Pegatin | 11 de junho de 2008, 19:09
  3. MUIIITOOO BACANA O QUE VOCE TEM FEITO PELOS PROFISSIONAIS QUE ESTÃO PERDIDOS A PROCURA DE UMA CHANCE NO MERCADO!
    UM VERDADEIRO LIDER NAO TEM MEDO DE PASSAR O QUE SABE E VOCE TEM DEMONSTRADO MUITA COMPETENCIA COMO TAL!
    ATENCIOSAMENTE
    CRIS

    Publicado por CRIS | 3 de julho de 2008, 16:40
  4. Obrigado Cris

    Nossa intenção se concentra realmente em orientar as pessoas para que possam desempenhar trabalhos de qualidade por esse Brasil a fora e fortalecer nosso campo de atuação como um todo.

    Publicado por Thiago Pegatin | 4 de julho de 2008, 16:44
  5. Boa tarde Thiago!

    assim como a Isis estou estruturando o Espaço Acrópole, e um dos serviços será a ginástica laboral. O que eu gostaria de saber é como é feito o cálculo do valor do contrato.
    desde já grato pela atenção.

    Ricardo Silva.

    Publicado por Ricardo | 24 de julho de 2008, 19:57
  6. Olá Ricardo, seja bem vindo…

    O contrato deve levar em conta todos os custos operacionais de sua prestação de serviços (custos com combustíveis, custos com impostos, custos com profissionais se for o caso, inclusive os custos de espaço físico como aluguel, telefone, entre outros) + lucro pretendido com o serviço.

    Garanto que não é fácil calcular custos e é interessante que converse com seu contador para que ele possa te orientar bem, principalmente quanto à carga tributária, que varia um pouco de região para região.

    Vou dar exemplo (fictício):
    O profissional envia uma proposta de Ginástica Laboral para uma empresa, que solicita o trabalho diariamente pela manhã, antes do trabalho e à tarde, durante a jornada.

    Este profissional envia uma proposta de R$ 2.000,00;
    A empresa aceita o trabalho e o profissional todo feliz começa a dar pulos de alegria.

    Quando fecha o segundo mês esse profissional começa a ficar preocupado, pois vejam o que acontece:

    –> valor negociado: R$ 2.000,00;
    –> impostos (16 a 17%): R$ 340,00
    –> combustível (empresa fica à 10km do profissional, ele vai 2 vezes ao dia. 40km/dia): R$ 220,00
    –> aluguel da sua empresa: R$ 600,00
    –> secretária: 600,00

    >> contrato (R$ 2.000,00) – custos (R$ 1.760,00) = salário de R$ 240,00

    Portanto, calcule bem os custos para depois fornecer o valor do contrato. Olha que no exemplo acima ainda faltaram custos hein…

    Abraços

    Publicado por Thiago Pegatin | 24 de julho de 2008, 22:58
  7. Boa noite Thiago!

    muito obrigado pelos teus esclarecimentos.
    até a próxima.

    Ricardo Silva

    Publicado por Ricardo | 25 de julho de 2008, 0:17
  8. Thiago,

    Consegui um contato num empresa para apresentar um projeto de laboral, porém o público são diversos dentro da empresa

    Administrativo/ operacional/ diretoria
    com turnos diversos, não tenho a menor ideia de como mandar esta proposta vc teria algum modelo como base para q eu possa desenvolver ?

    Junior

    Publicado por junior | 6 de agosto de 2008, 17:04
  9. Muito bom!
    Parabéns

    Publicado por Goiacy | 6 de agosto de 2008, 21:49
  10. Olá Júnior, tudo bem

    Não enviamos arquivos pelo site.
    Algumas orientações podem lhe ajudar, e a primeira delas é determinar se o que está fazendo é uma PROPOSTA ou um PROJETO.

    Se for uma proposta (acho que é o seu caso):

    –> Quantas horas estará dentro da empresa?;
    –> Quantas pessoas estarão envolvidas no projeto? Você da conta sozinho?
    –> Utilizará multiplicadores? Como se dará o treinamento dos mesmos;
    –> Quais os mecanismos de avaliação que utilizará? Freqüências? Índices de dor?;
    –> Com que freqüência pretende avaliar o programa?;
    –> Calcule seus custos (gasolina, impostos, mão-de-obra, materiais, etc…);
    –> Coloque sua margem de lucro

    Se for um projeto:

    –> Primeiro passo é uma avaliação biomecânica;
    –> Setores administativos e diretoria tem praticamente mesma exigências biomecânicas (exercícios mais ativos de aquecimento podem ser aplicados, dinâmicas de grupo caem bem, coluna lombar e cervical, bem como MMSS são freqüentemente exigidos);
    –> Operacional depende muita em cada atividade. Terás que avaliar a biomecânica de movimentos na tarefa para determinar;
    –> Determinar exatamente tempo de realização para os exercícios, quem serão os multiplicadores, com quanto tempo de treinamento você capacitará um multiplicador;
    –> Estabelecer índices efetivos em satisfação dos colaboradores, desconfortos, aceitação do programa, palestras de orientação, etc;
    –> Determinar responsáveis pelo acompanhamento (você fará sozinho? quem na empresa acompanha o trabalho?);
    –> Periodicidade para avaliações com funcionários e diretores.

    Em ambos os casos:

    –> Seja claro em suas idéias;
    –> Cuidado com termos técnicos;
    –> Expresse-se corretamente em colocações verbais e escritas (a internet é um problema, pois nos vicia nos “vc”, “tbem”, “t+”, etc);
    –> Apresente resultados verdadeiros, seja positivos ou negativos – sabendo expor esses resultados você ganha confiança na empresa;
    –> Consiga apoio e suporte da diretoria da empresa.

    Boa sorte

    Publicado por Thiago Pegatin | 7 de agosto de 2008, 12:24
  11. Thiago,

    Lendo a sua resposta quanto ao cálculo de quanto cobrar para realizar GL, fiquei com uma dúvida, só pode aplicar esse projeto quem tem clínica ou profissional autônomo também pode?

    Publicado por Camila | 15 de agosto de 2008, 0:16
  12. Olá Camila, seja bem vinda!

    Profissional autônomo pode sim, sem problemas.
    A diferença é que você irá fornecer um RPA (recibo) para a empresa, pagando aproximadamente 27% de impostos sobre o valor bruto.
    Ou ainda pode ser contratada com carteira assinada pela empresa mesmo.

    Você só terá problemas se tiver que contratar alguém para trabalhar com você. Neste caso terias que abrir uma empresa para poder registrar esse profissional como funcionário de sua empresa.

    Abraços e até mais

    Publicado por Thiago Pegatin | 15 de agosto de 2008, 0:21
  13. ola thiago..boa tarde….ainda tenho duvidas quanto a como posso estipular o valor do meu trabalho, pois se implanto o programa de GL em algum empresa, como sera estabelecido o valor do meu trabalho ( se por hora, por semana, etc..) e por quanto tempo estarei desenvolvendo a Gl na empresa( tipo: por 2, 4, ou 6 meses?)

    Desde ja agradeco a gentileza da resposta.

    Publicado por thiago | 19 de agosto de 2008, 16:42
  14. Olá Thiago, tudo bem

    Você pode estipular a proposta como preferir, tanto pelo valor mensal do projeto, quanto por valor diário, valor por funcionário, etc…

    Porém, a empresa sempre lhe solicitará um projeto definido, por exemplo: diariamente, antes da jornada de trabalho, por 15 minutos.

    Para GL geralmente se utiliza o valor/hora, sendo que os 15 minutos diários correpondem a uma hora, senão você fica no prejuízo.

    Se conseguir contratos anuais é melhor, uma garantia de continuidade, mas isso também é negociável, depende muito da demanda da empresa e de seu poder de negociação.

    Abraços e bons trabalhos.

    Publicado por Thiago Pegatin | 19 de agosto de 2008, 17:11
  15. Prezado Tiago Pegatin

    Excelente o seu trabalho!

    Trabalhei com GL numa micro empresa.
    Passei por uma entrevista numa grande empresa e aguardo resposta. Contudo, quaisquer sugestões serão muito bem vindas, além das dúvidas que lhe apresento.

    Muito grato pela atenção.

    1) Quais os métodos utilizados, nas avaliações periódicas, que revelam com clareza a evolução do programa? (utilizei um questionário com os funcionários)

    2) Como você avalia o papel do multiplicador exercendo a função do profissional de Educação Física? (não utilizava e questiono a transfer\ência de responsabilidade ao multiplicador)

    3) Numa aula demonstrativa, para 75 pessoas. Qual (is) sua sugestão de atividades? (Pensei em utilizar balões ou elástico)

    4) Em média, qual o valor da sessão de GL?

    5) O estagiário pode ministrar as sessões de GL, sob a responsabilidade do profissional de Educação Física?

    Publicado por Eder Rodrigo Mariano | 28 de agosto de 2008, 2:38
  16. Olá Eder, seja bem vindo!

    Em relação às dúvidas:

    1) Depende de cada empresa, mas você tem que criar seus indicadores de acordo com a demanda. Tradicionalmente se utilizam os questionários (desconforto, satisfação, outros). Procure associar alguns dados mais quantitativos como freqüência, horas perdidas com faltas e também avaliar aceitação do programa (que tipos de atividades são melhores assimilidas, seu desempenho como instrutor na visão dos trabalhadores, etc);

    2) É controverso. A capacitação é sem dúvida o diferencial de qualquer pessoas que atua na área, é a “arma” do profissional. Por outro lado, nenhuma empresa irá contratar 20 profissionais para trabalhar com 20 setores diferentes. Infelizmente é uma necessidade. Mas tome cuidado com as funções atribuídas a este multiplicador. Na minha visão pessoal ele deve ser um facilitador do programa, acompanhando o grupo e orientando por exemplo a seqüência dos exercícios, mas não deve ter função específica para isso. Ele não pode ter responsabilidade sobre o grupo.

    3) Não entendi muito bem a colocação “aula demonstrativa”, mas o principal devem ser os exercícios de alongamento focados à biomecânica de movimentos. Atividades que atendam os grupos musculares mais exigidos no trabalho. As dinâmicas são também importantíssimas, independente da utilizada. Aqui no site mesmo já coloquei alguns sites que tem excelentes dinâmicas. Entre no google com “dinâmicas de grupo” e encontrará bons materiais;

    4) Isto é difícil, não existe um preço padrão. Como tenho dito calcule (e muito bem) seus custos e depois seu lucro. isso varia muito da quantidade de horas de trabalho dentro da empresa. Com certeza se uma empresa te contratar por 6 horas diárias não pagará R$ 100,00 a hora. Já para 1 hora por dia, 3 vezes por semana talvez você consiga chegar próximo a este valor;

    5) Por lei, todo estágio deve ser vinculado a uma instituição de ensino, e somente realizado por alunos de graduação. Profissionais formados NÃO podem, ou pelo menos NÃO deveriam realizar estágio de maneira alguma.

    Abraços e boa sorte.

    Publicado por Thiago Pegatin | 28 de agosto de 2008, 16:49
  17. Olá gostei muito do seu trabalho até agora foi o mais prestativo que encontrei. Vou apresentar um projeto para uma empresa de múltiplas funções desde escritório até operários de chão de fabrica tem uma media de mil e poucos funcionários, o que você acha melhor trabalhar com carteira assinada ou prestador de serviço e qual valor seria mais indicado para se trabalhar nos dois casos. Que tipo de questionário para os funcionários você acha mais adequado e quais os parâmetros de avaliação que devem ser levados mais em conta. Estarei oferecendo junto acompanhamento fisioterápico para sanar duvidas e acompanhar patologias dentro da empresa, palestras, entre outros.

    Publicado por Alessandra Damian | 1 de setembro de 2008, 18:51
  18. Olá Alessandra, seja bem vinda!

    É difícil dizer o que é melhor, cada um tem suas vantagens e desvantagens, por exemplo:

    1) Como funcionário da empresa você teria como vantagens estabilidade, registro em carteira, férias, 13º, INSS, horários determinados (XIZ horas semanais); etc…

    2) Como empresa você teria como vantagens possibilidade de prestar serviços à diversos clientes, participar em licitações que só contratam empresas, contratar pessoas para trabalhar contigo, negociar seu valor, custo/hora, etc…

    O que ocorre geralmente é que mesmo sendo funcionário da empresa, ela “sugere” que você abra uma empresa para lhe contratar, para reduzir custos com FGTS, INSS, etc…

    Quanto aos questionários depende muito da demanda da empresa, você deve criar índices de acordo com a necessidade de cada empresa.

    Alguns índices que sugiro que acompanhe e controle:

    >> afastamentos por LER/DORT anotando área de incidência, motivo, região corporal, etc;
    >> índice de queixas como dor, parestesia, satisfação com trabalho, etc;
    >> absenteísmo com faltas justificadas ou não;
    >> testes de flexibilidade e força muscular são bem positivos também;

    Enfim, você deve criar face aquilo que encontrar na empresa. Se ela te contrata por altos índices de LER/DORT com certeza ela vai querer índices que apontem resutados nesta direção.

    Espero ter ajudado e boa sorte.

    Publicado por Thiago Pegatin | 1 de setembro de 2008, 19:20
  19. Gostaria de saber como faço para me tornar uma profissional autonoma???

    Publicado por patricia | 4 de outubro de 2008, 22:49
  20. Olá Patrícia

    Se você é graduada em alguma área você é uma profissional autônoma.
    Profissional autônomo significa que quando você presta serviço à alguém ou alguma empresa, você passa um recibo.

    Porém, lembre-se que esse recibo será utilizado pela empresa ou pela pessoa para fins de imposto de renda. Se você ultrapassar o teto limite (se não me engano gira em torno de R$ 1.700,00 mensais) pagará imposto de renda de 27%.

    Para sanar melhor suas dúvidas consulte um contador que ele pode lhe fornecer muito bem essas informações.

    Até mais

    Publicado por Thiago Pegatin | 8 de outubro de 2008, 22:22
  21. ola……

    Gostaria de saber qual seria o mivimento bio-mecanico de um cortador de cana??….
    e alguns exemplos de atividades nesse setor.
    muito obrigado!!

    Publicado por Fabio | 8 de outubro de 2008, 23:53
  22. Prezado Thiago, saudações.

    Abri um consultório de fisioterapia recentemente (anteriormente trabalhava como empregado em uma clinica). Irei, também, atuar na área de ergonomia e GL, porém, no momento não pretendo constituir empresa. Minha pergunta é: mesmo pagando o ISS fixo para o município, ao emitir recibos às empresas que prestarei o serviço de ergonomia e/ gl terei que pagar os 27% de impostos? Como ficaria no meu caso?

    Muito grato pela sua resposta e ajuda.

    Att.
    Alan

    Publicado por Alan | 13 de outubro de 2008, 5:01
  23. Olá Alan, tudo bem

    O que acontece é o seguinte. As empresas pedem algum documento formal como forma de garantia quanto ao vínculo empregatício. Se você não fornece esse documento, pode no futuro entrar com alguma ação contra a empresa, exigindo os direitos trabalhistas. Então geralmente se pede o RPA (Recibo de Profissional Autônomo).

    O ISS pode variar de cidade para cidade, mas segue um exemplo de cálculo do imposto sobre o RPA:

    Valor do serviço prestado : R$ 5.000,00
    Valor do ISS (3%) : R$ 150,00
    Valor do INSS (11%) : R$ 550,00
    Valor do Imposto de Renda: R$ 674,00
    Valor líquido = R$ 3.626,00

    Aproximadamente 27,5% de impostos. Mas um contador pode lhe explicar melhor como funciona esses impostos e a aplicabilidade do RPA.

    Abraços e boa sorte.

    Publicado por Thiago Pegatin | 13 de outubro de 2008, 19:10
  24. Olá Fábio, tudo bem

    A análise biomecânica é bem ampla, envolvendo desde análise do número de movimentos até incidência de forças musculares e cargas articulares.

    O corte de cana apresenta número de ações técnicas extremamente alto em membros superiores, e sobrecarga em coluna lombar pela postura fletida da coluna e o transporte de cargas (jogar cana).

    Tem também o fator ambiental (temperatura e exposição solar) que contribuem para condição de fadiga física. O sistema de produção (por produtividade) é outro fator complicador, pois se o trabalhador não consegue um bom rendimento em quantidade não ganha por isso.

    Como disse anteriormente é um pouco mais complexo que isso mas já serve de base para alguma porposta que queira organizar.

    Abraços e espero ter ajudado.

    Publicado por Thiago Pegatin | 13 de outubro de 2008, 19:16
  25. Olá Thiago,

    ainda não sou formado em Ed. Física mas estou montando um projeto de G.L para apresentar em uma empresa em que serei indicado por um amigo. Essa empresa tem em média 80 funcionários que trabalham en frente ao computador e idéia é trabalhar como estagiário a fim de sair de toda aquela burocracia contratual, porem, como fazer uma proposta atraente e o que diferencia ela do projeto? É necessário fazer os questionários QPS, QAS, QI e QF? Devo cobrar com média 2x/semana/1h R$ 500,00? Surgiu algumas dúvidas ao ler os comentários do site como o da proposta/projeto.

    Obrigado pela atenção

    Publicado por Paulo Catunda | 15 de outubro de 2008, 1:21
  26. Olá Paulo, seja bem vindo!

    Em primeiro lugar a justificativa de “ser estagiário” não é muito plausível, pois daqui a algum tempo você tamb´me deixará de ser estagiário.

    Vejo um problema muito sério nisso, visto que se você vende essa idéia para a empresa amanhã você pode estar na rua também, uma vez que ela pode contratar outro estagiário para a função querendo “fugir da burocracia”.

    O estágio é muito interessante, oportunidade excelente para crescer profissionalmente. Só tome cuidado como vai “mostrar” isso para a empresa, para que depois você não dê uma boa justificativa para que eles te dispensem, ok.

    Quanto aos valores vamos as contas:
    - 2x semana/ 1 hora = 8 vezes mês = 8 horas
    - R$ 500,00 / 8 horas = R$ 62,50 hora (ou dia)

    Vejo como um valor interessante (levando em conta o fato de você estar como estagiário, sem a incidência de impostos).

    Em relação aos questionários citados (de um artigo orientado pelo Prof. Fernando Amaral) depende realmente da necessidade do cliente.

    Claro que sempre é bom você ter algo publicado como referência, assim como um artigo de nossa autoria publicado no Simpep – http://www.simpep.feb.unesp.br/simpep2007/upload2007/521.pdf

    Os questionários que você mencionou são interessantes e se conseguir aplicar pode ser interessante sim.

    Quanto as dúvidas em relação à proposta e projeto poste aqui mesmo suas dúvidas que dentro possível vamos auxiliando.

    Até mais

    Publicado por Thiago Pegatin | 15 de outubro de 2008, 2:26
  27. Obrigado Thiago pela atenção, achei muito interessante essa publicação tanto que estou utilizando algumas das ferramentas apresentadas.

    Em relação a proposta e o projeto, na verdade, ainda não consigo diferencia-las uma da outra, como tambem não sei se a proposta esta anexada no projeto ou o projeto que está dentro da proposta e qual apresentar primeiro.

    Lendo alguns estudos sobre a GL, e encontrei neles a forma de apresentação na primeira visita à empresa trajado com terno e gravata. Acredito que calça de tactel e uma camisa polo não traria uma má impressão. Não?

    Atenciosamente.

    Publicado por Paulo Catunda | 19 de outubro de 2008, 23:15
  28. Olá Paulo

    Vamos às colocações:

    –> Proposta = ainda não existe contrato de trabalho. Quando você monta um portifólio de serviços (descrição dos serviços) você naturalmente já monta uma mini-proposta.
    Quando uma empresa entra em contato contigo e solicita uma proposta de prestação de serviços em GL por exemplo, ela quer basicamente 2 coisas: (i) como isso será feito; e (i) quanto vai custar.
    Portanto, uma proposta contém descrições gerais como: objetivo da proposta, método de trabalho, profissionais envolvidos, e principalmente custo;

    –> Em um projeto existe uma “proposta vendida”. Você já vendeu o serviço, portanto nesse ponto deve acrescentar algumas coisas para “melhorar” sua proposta, como: método de avaliação do programa, metas a serem alcançadas, periodicidade de relatórios de controle, índices que serão avaliados, etc. Coisas mais concretas, para que você não fique no “acho que melhorou”, “pode ser que esteja melhor”, etc.

    Espero que tenha auxiliado um pouco. Qualquer coisa poste novamente que vamos nos entendendo, rs.

    Quanto ao vestuário mencionado acho um pouco exagerado (os dois). Terno e gravata é muito na minha opinião e a calça de tactel acho informal demais para uma primeira visita.
    Prefiro uma calça social (ou jeans mesmo) e camisa. (ai vai de cada um mesmo, não é o fator principal de decisão)

    Abraços

    Publicado por Thiago Pegatin | 21 de outubro de 2008, 1:26
  29. Olá, Thiago tudo bem?

    Adorei este site e os esclarecimentos. Estou no meu último semestre de Educação física(bacharel), já trabalho com ginástica laboral, por uma empresa que é prestadora de serviços, mas gostaria de saber como pessoa física como devo fazer um contrato? isso porque recebi uma proposta para trabalhar por conta própria em uma empresa e não sei quanto devo cobrar sendo que é pra três na semana, além disso me foi solicitado que fizesse um projeto de ginástica laboral e não sei por onde começar.
    Por favor me ajude… desde já agradeço..

    Publicado por Dany | 22 de outubro de 2008, 15:49
  30. Olá Dany, tudo bem

    Aqui no site mesmo existem várias dicas publicadas nos comentários dos posts (sobre custos da prestação de serviços, diferença entre proposta e projeto, formas de cobrança, etc). Mas para uma melhor e mais fácil orientação a melhor coisa é a consulta a um contador.

    Ele pode lhe explicar como funcionam a questão dos impostos, como formular contrato pessoa física e pessoa jurídica, e inclusive como calcular seus custos.
    Os valores são muito relativos, mas lembre-se sempre de calcular primeiro quanto custa pra você o programa (custo com combustível, impostos, materiais utilizados, etc) e depois calcule quanto pode “ganhar” com a prestação de serviços.

    Sugiro que depois que você tiver uma base de custos, envie sua proposta em horas de serviço prestadas (por exemplo R$ XIZ reais por hora) ou pelo numero de funcionários da empresa se essa for grande (R$ XIZ reais por funcionário).

    Qualquer coisa poste novamente que vamos ajudando dentro do possível.

    Abraços e boa sorte.

    Publicado por Thiago Pegatin | 23 de outubro de 2008, 16:10
  31. Olá, tudo bem?
    Nossa adorei as perguntas e respostas, mto legal de sua parte ajudar os iniciantes!!
    Sou formada em Ed Física e estou apresentando projetos nas empresas, e uma dúvida que tenho é em relação há questinários de avaliação, para poder dar o retorno dos resultados mensalmente ou trimestralmente para a empresa, ví numa pergunta acima (QPS, QAS, QI e QF) gostaria de saber o significado das siglas e como faço para conseguir estes questionários?
    Desde já agradeço a ajuda.
    Um abraço, e tudo de bom p vcs.

    Publicado por Regina | 20 de novembro de 2008, 22:36
  32. Olá Regina, tudo bem

    Nossa intenção é essa mesmo, poder oferecer um norte àqueles que encontram dificuldades para trabalhar na área e também para aqueles que sempre buscam novas informações sobre saúde ocupacional.

    Quanto aos questionários você pode encontrar neste link:

    http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2003_TR0401_1723.pdf

    Abraços e bons trabalhos.

    Publicado por Thiago Pegatin | 21 de novembro de 2008, 0:43
  33. Olá,

    Estou finalizando um trabalho academico sobre “Qualidade de Vida no Trabalho” e uma das melhorias que sugerimos para a empresa foi a implantação de Ginastica Elaboral. A minha curiosadade é: quanto custa em média ter um profissional capacitado para realizar esse trabalho pelo menos 2 vezes na semana?

    Desde já agradeço a atenção!

    Publicado por Vania | 27 de novembro de 2008, 0:46
  34. Olá Vânia

    Reforçando algumas questões já abordadas em discussões anteriores:

    –> não existe valor padrão, você determina o valor de lucro após ter suprido seus gastos operacionais;

    –> Depende muito da distância em relação à empresa, tempo de duração da prestação de serviços (por exemplo: você pode ir 2 vezes mas ficar na empresa 8 horas)

    –> Melhor é consultar um profissional da área de finanças, para saber corretamente na sua região, os impostos e encargos.

    Abraços e boa sorte.

    Publicado por Thiago Pegatin | 27 de novembro de 2008, 1:48
  35. Bom dia Thiago!
    Eu sou professor de Yoga e dou aula em um empresa para alguns funcionários, mas não sou formado em Ed. Física, agora eles me pediram para entregar um proposta de GL, como disse não sou formado em Ed. f. mas na minha formação de Yoga aprendi muito sobre laboral.
    Oq vc me dis?
    Devo aceitar, e se aceitar como lidar com imposto, notas, recibos etc.
    Bom dia.
    Namastê

    Publicado por Michael Carvalho | 9 de dezembro de 2008, 12:36
    • Olá Michael, seja bem vindo!

      Creio que utilizando a denominação Ginástica Laboral você pode ter problemas com os órgãos fiscalizadores. Talvez utilizando algo como exercícios laborais possa ter uma alternativa.
      Em relação as notas e recibos a coisa pode complicar um pouco mais. Talvez tenha que abrir uma empresa para trabalhar como terceirizado.

      Uma sugestão que pode auxiliá-lo: faça parceria com algum colega que já tenha empresa aberta (fisioterapeuta ou educador físico). Assim teria a empresa prestando serviço como pessoa jurídica e você como reponsável pelo programa de “exercícios laborais”.
      Para melhores esclarecimentos, sugiro uma consulta com um contador de confiança. Ele pode lhe explicar melhor as questões legais da coisa. Ok?

      Abraços e boa sorte!

      Publicado por Thiago Pegatin | 9 de dezembro de 2008, 14:46
  36. Muito obrigado Thiago.
    Suas dicas foram de muito ajuda.

    Namastê!!!

    Publicado por Michael Carvalho | 9 de dezembro de 2008, 17:48
  37. Olá Thiago!!!

    Eu sou fisioterapeuta e estou montando um projeto de ginástica laboral, mas estou com algumas dúvidas. Estou pensando em cobrar 1000,00 por mês, 5 dias na semana, com 15 minutos de ginástica laboral. O que você acha do preço? E para realizar as adaptações no ambiente de trabalho, eu devo comprar à parte ou o preço já deve estar incluído nos 1000,00 reais?

    Desde já agradeço a ajuda!!
    Abraços

    Publicado por Iara | 30 de dezembro de 2008, 18:16
    • Olá Iara
      A questão de valores é muita relativa, não tenho como te dizer se esse valor é alto ou baixo. Até porque isso varia muito de região para região.
      Penso que seria interessante “dar aquela sondada” nos preços praticados em sua região e adequar-se a eles. As tradicionais dicas continuam valendo: calcular impostos sobre os serviços, profissionais envolvidos, custos com deslocamentos, etc…
      Fazendo uma conta rápida, supondo que você seja pessoa física:
      –> Valor do serviço = R$ 1.000,00
      –> Valor dos impostos (se a empresa te pedir o recibo de profissional autônomo) = 27% = R$ 270,00
      –> Valor do combustível para deslocamento (vou supor que seja perto e colocar 2 litros de gasolina dia, 1 pra ida e 1 pra volta) = R$ 2,50 o litro x 2 por dia x 22 dias = R$ 110,00
      –> Resultado: R$ 1000,00 – R$ 270,00 – R$ 110,00 = R$ 620,00

      Claro, isso é uma simulação. Se você trabalha como pessoa jurídica é diferente, assim como se você não precisar entregar recibos à empresa.
      Calcule sempre seus custos e depois seu rendimento. Se ao final de todos os seus cálculos, o valor líquido (lucro) vale a pena siga em frente.
      Espero ter ajudado e desculpe pela demora na resposta. Final de ano é final de ano… rs

      Publicado por Thiago Pegatin | 6 de janeiro de 2009, 21:16
  38. Olá Thiago!
    Trabalho com ginástica laboral à pouco mais de 7 anos.
    Por acaso encontrei este site, e, gostei muito. Pois apesar do tempo de serviço nesta área, sempre aprendo algo lendo experiências de outros profissionais.
    Fui estagiária por um ano, e sou formada à 6 anos e meio, por tanto trabalho com a laboral à tempo, e adoro!
    Minhas aulas são em uma agência bancária, tenho que seguir o projeto por eles elaborado. Agora, quero estudar algumas empresas em minha cidade, e entrar em contato.
    Por isso estava procurando mais conhecimento até encontrar este site.
    Parabéns! Achei de grande valia suas informações.

    Um abraço
    Shirlei.

    Publicado por Shirlei de Vargas Klagenberg | 10 de janeiro de 2009, 18:01
  39. Olá Thiago!
    Que maravilha seu site, sou estudante de Educação Física e gosto muito de ginástica laboral, porisso estou pensando em oferecer meu projeto em algumas empresas que conheço mas não sabia como começar, sua ajuda veio em uma hora bem especial na minha vida. Parabéns! e continue nos passando seus conhecimentos preciosos.

    Um abraço
    Rosana.

    Publicado por Rosana alves | 19 de janeiro de 2009, 23:59
  40. ola estou me formando em fisioterapia, e me identifiquei bem nessa area, gostaria de saber se vc poderia dar umas dicas de coomo montar um projeto ergonomico…
    abraço..

    Publicado por talita | 22 de janeiro de 2009, 21:27
  41. como é feita a questão de valores da ginástica laboral dentro da empresa . ganha-se por hora aula, por funcionário etc…

    Publicado por FABRICIO MARIANO | 5 de fevereiro de 2009, 1:35
    • Olá Fabricio, tudo bem

      Você pode cobrar de ambas as formas.
      É interessante que você cobre o valor que tem em mente de uma maneira que a empresa não “perceba” esse custo de maneira evidente.
      Por exemplo:
      –> Se você cobrar por funcionário de uma empresa com 5000 mil funcionários, com uma quantia bem pequena por funcionário (valor unitário) você terá um grande orçamento.
      –> Já se cobrar da mesma maneira de uma empresa com 30 funcionários, o valor unitário por funcionário pode parecer muito alto para a empresa.

      Geralmente as empresas preferem um orçamento baseado no custo/hora, pois tem como mensurar hora de trabalho. Mas não é uma regra, Ok.

      Abraços e boa sorte.

      Publicado por Thiago Pegatin | 5 de fevereiro de 2009, 16:33
  42. Boa tarde Thiago!
    Sou fisioterapeuta- pessoa fisica, fui chamada para trabalhar em uma fabrica de montagem de brinquedos na bahia. Sendo q a empresa ja possui os horarios predeterminados: 5:50 10min;07:15 15min; 07:45 15min;09:30 10min;13:50 10min e 21:50 10min. Esses horarios sao divididos para um total 180 func. Como posso realizar uma proposta financeira para esta empresa. Tenho duvidas quanto ao valor da hora cobrada, ate mesmo pq vou realizar a cinesioterapia+ acompanhamento no posto trabalho, alem da distacia da fabrica. Gostarioa que vc me me ajudasse. A minha proposta é de 100,00 a hora entao seria 6hs/dia por 2x semana ficando assim um custo de 4.800,00 mensais. O que acha??
    Att, Cristiane

    Publicado por CRISTIANE SANTOS | 13 de fevereiro de 2009, 18:24
    • Olá Cristiane, tudo bem

      Espero que ainda esteja em tempo de lhe auxiliar…

      Bom, é sempre difícil falar de valores, sem conhecimento da realidade, mas de acordo com os dados apresentados por você creio que se conseguir emplacar uma proposta dessas está muito bom e creio que sua postura de oferecer o acompanhamento ergonômico é corretíssima. Você dá mais credibilidade ao trabalho, mais consistência e permite conferir reais melhorias nas condições de trabalho.
      Esteja preparada para alguns questionamentos que podem (e com certeza irão) surgir:
      –> Porquê você cobra R$ 100,00 e o Fulano cobra R$ 20,00
      –> Porquê você cobra R$ 4.800,00 por 12 horas semanais sendo que o piso do Fisioterapeuta gira em torno de R$ 1200,00 para 30 horas semanais
      –> Qual o custo-benefício do investimento em sua proposta.

      Se for o primeiro trabalho coloque-se na posição de quem irá contratar e imagine possíveis questionamentos, imagine-se respondendo esses questionamentos e pense como se sentirá quando conseguir o trabalho. É um bom exercícios de preparação e de motivação.
      Uma última dica é que com um orçamento neste valor você pode já abrir sua empresa, caso isso seja cogitado no momento da entrevista.

      Sucesso na empreitada!

      Publicado por Thiago Pegatin | 19 de fevereiro de 2009, 18:44
  43. sou terapeuta ocupacional e tive na faculdade disciplina voltada para a saude do trabalhador, ginastica lab0ral, massagem ,etc e vejo q vc nunca fala de terapia ocupacional, só educador fisico e fisioterapeuta. Porque?

    Publicado por valéria gusmão | 27 de fevereiro de 2009, 12:09
    • Olá Valéria, tudo bem

      Realmente o T.O. tem plenas atribuições para o trabalho voltado às empresas, em todas as esferas (planejamento, prevenção, reabilitação, etc).
      Peço desculpas se não tenho mencionado o T.O. nos artigos que temos publicado, é força do hábito pelo contato maior nessa área com os outros profissionais já citados por você. Mas lhe garanto que iremos corrigir isso daqui pra frente, ok.

      Abraços e obrigado pelo contato.

      Publicado por Thiago Pegatin | 27 de fevereiro de 2009, 19:00
  44. Ola Thiago, boa tarde!
    Gostaria de saber se apenas com a graduação em fisioterapia posso trabalhar em um a empresa com GL, já que fiz um projeto e esta pra ser aceito!
    Desde de ja muito obrigado.

    Publicado por Carol Ribeiro | 2 de março de 2009, 19:15
    • Olá Carol, seja bem vinda.

      Sim. Apesar de várias discórdias neste assunto, o Fisioterapeuta, O Educador Físico e o Terapeuta Ocupacional podem atuar com os exercícios laborais sem problemas.
      O ideal é que sempre procure um aperfeiçoamento (capacitação ou especialização) para se precaver contra possíveis problemas futuros, pois é uma área bem diferente da outras que os profissionais da saúde estão acostumados. Podemos indicar bons cursos se tiver interesse.

      Abraços e boa sorte.

      Publicado por Thiago Pegatin | 2 de março de 2009, 20:00
  45. Olá Thiago, estão de parabéns pela proposta do site.
    Sou Educador Físico, e trabalho com GL.
    A minha dúvida é referente ao meu registro na carteira profissional, sou registrado como Professor de Educação Física, gostaria de saber se posso ser registrado com alguma outra função?
    Desde ja agradeço peça atenção.

    Publicado por Bruno | 30 de março de 2009, 14:28
    • Olá Bruno

      Você quer saber se pode trabalhar no mesmo lugar com um registro diferente ou trabalhar em um local diferente?
      Não sei te dizer com certeza. Você pode ter essa informação com uma qualidade maior em um escritorio de contabilidade. O que existe é uma carga horária por lei para cada atividade e caso você queira um segundo registro em carteira terá que avaliar se por lei isso será permitido, ok.

      Abraços

      Publicado por Thiago Pegatin | 31 de março de 2009, 21:30
  46. Bom dia!

    Gostei muito desse saite, meu nome Marcelo e sou téc. em segurança do trabalho e estudante de ed. física, estou pretendendo fazer um projeto de ginastica laboral, mais queria saber de você se tem alguma Lei dizendo que ñ posso, pois não sou formado mais tenho muito conhecimento da NR-17 e faço inspeções ergonomica pois trabalho na área de prevenção,

    Grato.

    Marcelo Rodrigues.

    Publicado por Marcelo Rodrigues | 16 de abril de 2009, 14:33
    • Olá Marcelo, tudo bem

      Veja bem, o que determina possibilidade ou não de execução de determinada atividade são as atribuições profissionais. Um programa de Ginástica Laboral não é obrigatório por lei em nenhum segmento; pode fazer parte dos programas de prevenção sim, mas por determinação legal.
      Desse modo temos que pensar o que é um programa de exercícios no ambiente de trabalho, quais os objetivos. Devemos também pensar como são desenvolvidos os programas de exercícios em geral, fora das empresas.

      Não tenho total certeza, mas as atribuições profissionais do TST são determinadas pela Portaria 3.275 de 1989 e nelas não constam atribuições relacionadas à prática de atividade física. Sou professor em curso de TST e nos cursos não se tem grade suficiente para inclusão de disciplinas como anatomia, fisiologia e biomecânica, extremamente necessárias ao desenvolvimento dos programas de GL.

      Na minha opinião, você pode ter problemas sim com o desenvolvimento dos exercícios na empresa, apenas como TST. Porém, você disse que é estudante de Educação Física e dependendo do período em que cursa, pode estabelecer um estágio na empresa e neste estágio (com devida supervisão de um orientador) desenvolver seu trabalho.

      Espero ter ajudado. Qualquer dúvida estamos por aqui.

      Publicado por Thiago Pegatin | 16 de abril de 2009, 20:38
  47. Olha..bom dia…
    estou montando um projeto de GL e gostaria de saber sobre qual tipo de avaliação que devo fazer nos funcionarios, sou formada em ed.fisica. Pesquisei alguns projetos de GL e vi que em alguns tem avaliação postural, em outros nao falam em avaliação. fiquei em duvida se antes de iniciar a aplicação devo fazer essa avaliação ou outro tipo e qual seria?? obrigada….

    Publicado por Deise | 12 de maio de 2009, 12:10
    • Olá Deise

      Sugiro que você faça sim algum tipo de avaliação. Talvez não seja necessária a avaliação física individual de cada funcionário, a não ser que seja uma empresa pequena. O importante é você conhecer bem as atividades de trabalho desenvolvidas, para identificar áreas de maior sobrecarga biomecânica e consequentemente maior risco ergonômico.
      Acho que é sempre importante (caso você consiga o trabalho) a avaliação de desempenho do programa, com itens como avaliação de desconforto, de satisfação com o programa, com os tipos de exercícios, etc.

      Em relação ao projeto, seja bem suscinta e clara na proposição, pois nenhum gestor gosta de ficar lendo teorias sobre a ginástica, conceitos, etc. Coloque de forma direta seus objetivos, metodologia, formas de avaliação e controle e o investimento do programa. Publicamos alguns artigos que tratam do tema de projetos e propostas em nosso site, dê uma conferida: http://www.topergonomia.com.br

      Boa sorte.

      Publicado por Thiago Pegatin | 12 de maio de 2009, 23:48

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